O desempenho do clube de investimentos “The Intelligent Investors” no 1º trimestre de 2026 confirma a consistência da estratégia baseada em value investing e modelos quantitativos. Com +6,91% no período, o clube capturou o rali expressivo da B3 — que renovou máximas históricas com entrada recorde de capital estrangeiro — mantendo volatilidade controlada em um ambiente de tensão geopolítica.
No cenário global, o Fed manteve juros entre 3,50%–3,75% a.a. diante de inflação resiliente e do conflito no Irã, que gerou choque nos preços de energia e fertilizantes. No Brasil, a Selic iniciou queda em maio (15% → 14,50% a.a.), mas as projeções do Focus para o IPCA de 2026 subiram para 4,86%, exigindo seletividade mesmo com a bolsa em alta.
Desempenho do Clube de Investimentos em 2026 – Resultados
- Clube “The Intelligent Investors”: +6,91% no 1T26. Desde 31/08/2021, acumula +95,37% versus +57,76% do Ibovespa — vantagem de 37,61 p.p.
- Carteiras Administradas: perfis agressivos capturaram a alta do Ibovespa e o prêmio de risco em prefixados; perfis conservadores preservaram capital via carrego pós-fixado.
Qualidade do Retorno – Como o Clube se Compara aos Principais Fundos
Entre 13 fundos de ações de referência nacional, o clube de investimentos apresentou em 2026 a 2ª maior rentabilidade acumulada (95,37%) com a menor volatilidade do grupo (13,83%), resultando na melhor relação retorno/risco: R/R 6,90. Para contexto, o Ibovespa acumula alta de 57,76% no mesmo período.
Macro e Posicionamento
Desempenho do Clube de Investimentos em 2026: Contexto Brasil
- IPCA 2026 (Focus): 4,86% — acima do teto da meta, pressionado por combustíveis e fertilizantes.
- Selic: queda de 15,00% para 14,50% a.a. em maio, ciclo de flexibilização ainda cauteloso.
- Bolsa: máximas históricas no 1T26; múltiplos ainda abaixo da média histórica e de outros emergentes.
Estratégia: foco em balanços robustos e eficiência operacional comprovada. Seletividade é condição necessária — o rali não elimina o risco de ativos de qualidade duvidosa.
Estados Unidos
- Fed: manteve 3,50%–3,75% a.a., pausando cortes diante do choque de energia.
- Bolsa: ativos sobrevalorizados; perda de protagonismo de grandes empresas de tecnologia.
Leitura: diversificação e seletividade como proteção contra correções motivadas pelo cenário global.
O Que Estamos Construindo
Expandimos a capacidade analítica com sistemas automatizados de monitoramento fundamentalista, integrando o Piotroski F-score ao processo de seleção. O modelo ranqueia empresas pela qualidade real dos fundamentos e descarta automaticamente candidatos a value traps. O objetivo é eliminar vieses comportamentais e concentrar o portfólio onde a eficiência operacional é verificável.
Perspectivas para o Próximo Período
- Renda fixa: juros reais elevados sustentam o carrego como pilar de proteção e consistência de retorno.
- Renda variável: foco em empresas com estrutura de capital saudável e posicionamento para capturar a queda gradual de juros.
- Gestão de risco: modelos quantitativos de correlação para calibrar exposição e manter volatilidade sob controle.


